30
de
novembro
Teatro Parabelo
O Teatro Parabelo foi formado em 19 de abril de 2005 por atores remanescentes do grupo Ladrões de Foco, criado a partir do projeto Teatro Vocacional no ano de 2003, em Pirituba, e orientado pelo artista plástico, ator e integrante do IVO 60, Pedro Felício.
Após dois anos envolvidos em processos criativos caracterizados pelo uso do jogo teatral e da improvisação – dos quais resultaram as peças “As Aventuras de Alípio em Busca de Claudete Bernadete” (2003) e “Saltimbancos” (2004) – os atores sentiram a necessidade de focar o trabalho na construção da personagem.
Partindo desse objetivo, valendo-se da criação coletiva, o grupo concebeu sua primeira montagem, “Chico Tristeza”, encenada pela primeira vez em julho de 2005, na mostra de artes cênicas organizada pelo CEU Vila Atlântica e, posteriormente, apresentada no encerramento do Recreio nas Férias da EMEI City Jaraguá I.
O ano de 2006 foi difícil para o Teatro Parabelo, enquanto os atores dedicaram-se a estudos paralelos, o coletivo empenhou-se na escrita de um projeto para a remontagem de “Chico Tristeza”, ao longo do primeiro semestre, porém, ao passar por mudanças em sua formação, o Teatro Parabelo viu-se impossibilitado de dar continuidade ao projeto que por sua vez, foi engavetado.
No segundo semestre, o grupo participou do projeto “Pandora”, realizado no CEU Aricanduva, o projeto visava fomentar a montagem de espetáculos de grupos não profissionais, e também do “Ilhas de Desordem”, organizado por Celso Frateschi e Roberto Lage, o evento tinha como intuito mapear e fomentar o diálogo entre grupos de teatro não profissional da cidade de São Paulo.
Em novembro de 2006 o Teatro Parabelo, através do “Ilhas de Desordem”, participou de um workshop ministrado por Augusto Boal sobre a poética do Teatro do Oprimido.
Em Janeiro de 2007 o coletivo deu inicio, ao processo criativo de sua segunda montagem, uma livre adaptação de “Fando e Lis”, texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal.
A partir de necessidades geradas por escolhas feitas durante o processo, o Teatro Parabelo, em junho de 2007, deu origem a um outro projeto – o !ntervenções – uma performance interativa e itinerante de Clown, jogos teatrais e Teatro Imagem, que além de ser uma pesquisa de linguagens, também tinha como objetivo fomentar a formação de público, uma vez que o projeto foi realizado em aparelhos públicos que, de alguma forma incentivam a produção cultural dentro da comunidade.
Em Setembro de 2007, o Teatro Parabelo estreou “Fando e Lis”, em uma temporada no CEU Vila Atlântica, aos sábados e domingos, ficando em cartaz de 08 a 30 do mesmo mês; a temporada foi acompanhada da exposição “Sou Parabelo, Parabelo sobre a terra” onde foram expostos registros de todo o processo criativo e do histórico do grupo. Em Outubro o grupo participou do projeto da Secretaria Municipal de Cultura e do Departamento de Expansão Cultural, Vocacional Apresenta: Toda Terça Tem Teatro, apresentando-se nos teatros distritais, Alfredo Mesquita (Santana), Cacilda Becker (Lapa), Centro Cultural da Juventude (Vila Nova Cachoeirinha) e Arthur Azevedo (Mooca).
Em Novembro de 2007 o grupo participou do Vocacional Em Cartaz, onde junto a outros coletivos teatrais pôde vivenciar uma troca de processos criativos. Ainda em Novembro de 2007, o Teatro Parabelo foi selecionado e participou do II Festival Teatro Vocacional, realizado na Galeria Olido, apresentando “Fando e Lis” no Espaço Corredor. Em Dezembro o coletivo realizou uma temporada na Casa Brasil em Pirituba.
Em Janeiro de 2008 o Teatro Parabelo organizou no CEU Vila Atlântica o ciclo de debates “Debatendo Arrabal”, cujo intuito foi promover uma reflexão acerca do fazer teatral. Após a apresentação do espetáculo “Fando e Lis”, os debates abriram espaço para exercermos a nossa subjetividade em tempos de massificação das individualidades.
No mês seguinte, “Fando e Lis” ficou em cartaz no Espaço Cultural Tendal da Lapa. Em Abril de 2008 Fando e Lis foi apresentada na Feira Nacional do Estudante – CIEE, além de ter feito parte da programação oficial da 4ª Virada Cultural organizada pela Secretária Municipal de Cultura, participando do Palco Vocacional.
Em maio de 2008 o Teatro Parabelo passa a integrar a “Chegança: Teatro de Norte a Sul”, rede de grupos de teatro não profissional que busca, através dessa articulação, fomentar a formação de público e platéias na periferia de São Paulo.
Em outubro participou do Coletivo Jovem 2008 do Programa Aprendiz Comgás através do qual pode conhecer e se articular com diversos coletivos artísticos ou não das cidades de São Paulo, Santos e São José dos Campos, ainda em outubro foi selecionado para participar do III Festival Vocacional do Núcleo Vocacional do Município de São Paulo.
Atualmente o Teatro Parabelo é formado por Denilson Vendramini, Denise Rachel, Diego Marques, Eliane Andrade, Rodrigo Teles e Thalita Duarte.







