Teatro Parabelo

Teatro Pirituba Grupo Espaço Intervenção Sonho Ação Resistência Cultura

15

de

novembro

2008 está terminando…

…e com ele mais um ano de trabalho do Teatro Parabelo também, um ano de muitas vitórias, alegrias, sucesso, glamour!!! (Opa, me empolguei - risos).

Iniciamos o ano sendo contemplados pelo programa VAI, que nos motivou muito, com seu patrocínio (voto de confiança). A motivação não vem apenas por isso, mas sim também por termos a chance de viver fazendo o que se tem vontade – uma luta eterna para quem faz arte.                                                              

                                

E tivemos a oportunidade de conhecer com o projeto “(Des) Montando Arrabal”, muitos parceiros, muitas pessoas que compartilham dos mesmos pensamentos que milhares de vezes passou pela cabeça de cada parabelo. Filosofar o mundo, lamentar por coisas comuns a todos, e ficar feliz por detalhes efêmeros a qualquer outro, enfim esse modo de ser louco que muitos chamam de artista.

Falo de todo esse pensamento, pois dentro do (Des) Montando Arrabal, nas oficinas, e principalmente após a apresentação da peça “Fando e Lis ou mais uma história de amor”, no debate que leva o nome de “O que eu entendi do que o parabelo disse?”, juntamos as nossas cabeças com a do público, e tudo aquilo que fez a nossa cabeça “rachar” no ano anterior, no processo de criação da peça, se multiplicou. A nova operadora “Fando e Lis” desbloquearam alguns por ai. O nosso chip já está conectado e funcionando, seja com um ótimo sinal, ou com um sinal que vive fora de área. E o mais legal: estamos nos comunicando com mais gente por ai. (”desbloquearam” que audácia…hehe)

                                

Nesse ano foi inaugurada a rede de grupos “Chegança – teatro de norte a sul”. É certo que temos companheiros e companheiras que querem trabalhar conosco. A intenção foi de formar público, formar cidadãos, formar indivíduos pensantes, e se possível praticantes também. Claro que usar o caminho do teatro para esta conquista, é a nossa crença, mas que somos fiéis batalhadores por esta causa.

Também neste ano, estivemos em temporada na Casa Brasil de Pirituba, e no Tendal da Lapa, além da parceria com o projeto vocacional, onde participamos da Virada Cultural, do III Festival do Vocacional, do Toda terça tem teatro, onde fomos chamados depois para o melhor do Toda terça tem teatro no CCJ, além dos debates oferecidos pelo próprio grupo em janeiro - Debatendo Arrabal.

                                

Gostaria de terminar esse texto agradecendo a todos que participaram do projeto (Des) Montando Arrabal, seja nas oficinas, na peça, no debate, na exposição, e também aos responsáveis em liberar os espaços de realização dessas ações.
Também para quem acreditou e depositou confiança na Rede Chegança, que ainda é nova e esta aprendendo a dialogar em grupos por uma única causa, pelo ser humano, seja eu, ou o outro, que se encontra em qualquer canto.
Mas ainda não terminou o ano, portanto quem quiser se informar sobre as datas finais do projeto (Des) Montando Arrabal e da Mostra do Vai…

por Denilson Vendramini

Maiores informações:
E-mail: teatroparabelo@yahoo.com.br
Fotolog: http://www.fotolog.com/teatroparabelo
Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44119236

2

de

outubro

Canções de amor se parecem…

 

…Porque não existe outro amor. (Zeca Balero) por Luciana Lima

Na nova fase desta adaptação do texto de Fernando Arrabal do Teatro Parabelo, com ares de “A Favorita” versão surrealista, a criminosa da vez é a doce Lis (Thalita Duarte) – a despeito do até então supermalvado Fando (Denilson Vendramini), o bufão incansável. Mas isso não resume o enredo, já que a peça não está, nunca esteve e jamais estará pronta. É por isso que é sempre surpreendente ver meus queridos Parabelos em cena: pela habilidade de se reinventar a cada nova encenação, e até mesmo a cada novo ensaio. Embora fale de amor – o que a aproxima das demais histórias do gênero, como revela o próprio subtítulo – esse amor não é fácil nem óbvio, pois é um amor que assume novas nuances a cada discussão e laboratório. Afinal, nenhum amor pode ser só o que se vê.

Assisti ao último ensaio do grupo, e gostei bastante de alguns recursos introduzidos nesta atual encenação, como a música em cena – acompanhando as letras de cunho cafajeste que tomaram corpo nesta versão, executadas pelo fanfarrão Diego Marques (que assume a direção) e pela charmosa Eliane Andrade – e as projeções, feitas ao longo da montagem em tempo real por Dirceu Vendramini, em vez de serem executadas em mídia previamente gravada. Este último recurso, aliás, é a novidade desta versão que mais me chamou a atenção. A câmera em cena, que registra todos os pormenores e contempla o espectador com a matéria que não vemos na cena ativa no palco dá à encenação um caráter de Grande Irmão, transformando a platéia naquela que tudo vê e, portanto, participa ativamente do jogo de cena, podendo refutar, com maior liberdade, ao viés cênico que não lhe interessar, ao mesmo tempo em que tem ciência de todos os mínimos detalhes. Tudo isso traz fôlego novo à montagem e mostra a habilidade da trupe de lidar com o experimental, de inovar, além de ressaltar a proposta de tornar o público um elemento ativo do texto, matéria viva e pulsante, em constante movimento.

Fando & Lis mostra os desmandos de um amor louco, que se torna ação e reação devido à solidão (“Eu só tenho você no mundo, não me deixe”), em um universo onírico no qual cada movimento é essencial a um jogo que culmina em um xeque-mate frustrante, pois amputa uma parte daquilo que não pode ser amputado, por ser um todo fundamental (Yin/Yang).

Tar é o ponto de chegada ao qual o amor de dois personagens, paralisados por suas incertezas, pretende chegar. Mas a Tar, como informa o coro, é impossível chegar.

Fotos: Saulo Ferreira

PS: Enquanto isso no (Des)Montando Arrabal http://www.fotolog.com/teatroparabelo

18

de

setembro

Mais uma história de amor

            Há um ano atrás no teatro Clementina de Jesus (CEU Vila Atlântica) Fando e Lis subiram pela primeira vez ao palco. Como bem disse Fernando Peixoto, o ensaio havia começado, uma vez que a pedra fundamental havia chegado – o Público.

Nos últimos 365 dias circulamos pelos quatro cantos dessa metrópole, no sentido bairro-centro-bairro, em uma cadeira de rodas em busca de uma cidade maravilhosa cujo nome, agora, pouco importa.

Pois, nada foi mais importante do que dividirmos, cena a cena, nossas questões com um público que sempre nos trouxe mais perguntas do que respostas.

Provavelmente foram essas perguntas que nos moveram ao eterno construir e fazer manutenção de cada cena, colocando nosso produto artístico sempre em processo o que se tornou característico do nosso fazer teatral.

                                             

                  

                                          
Dessa forma, pudemos experimentar a linguagem aúdio visual, e até mesmo, consolidar um antigo flerte: o teatro de rua.

Um ano depois, Fando e Lis transformou-se numa montagem capaz de dialogar com espaços convencionais ou não, nos permitindo ir ao encontro do público, com muita música, cantada e tocada ao vivo! Outra vontade tornada realidade.

Um ano depois nós ainda nos fazemos as mesmas perguntas, que um dia, deram origem a essa montagem – para onde vamos? Como vamos? Com quem vamos? Como nos relacionamos no e com o nosso tempo-espaço? À essas questões, estamos certos, de que ganhamos alguns cúmplices.

Um ano depois continuamos escrevendo Fando e Lis ou Mais uma história de amor.

Para onde vamos agora? Quem viver e sentir, mais uma vez, verá!

Ps: quer acompanhar ao (Des) Montando Arrabal? Acesse: www.fotolog.com/teatroparabelo

8

de

agosto

CHEGANÇA: TEATRO DE NORTE A SUL

 

“A publicação do Manifesto do Chegança tem a intenção de abrir os olhos e as mentes dos participantes do Movimento de Teatro de Grupos de São Paulo assim como do Redemoinho para essas novas organizações que surgem reivindicando a cultura, em particular o Teatro, como um direito, mas ao invés de ficarem esperando de braços cruzados saem a luta para discutirem, produzirem e reivindicarem políticas públicas que contemple suas reivindicações. E diferentemente dos movimentos surgidos na cooperativa, esse está ligado a comunidades que não têm acesso ao bem simbólico e estão situados na “franja” da cidade. Isto é, sofrem todo tipo de excludência e de ausência do aparelho do Estado seja por parte do Município, do Estado e/ou da União. O fato de estarem ocupando um Céu, não quer dizer que têm uma vida cultural como todos os cidadão tem direito”
Reinaldo Maia

Fonte:http://r.maia.zip.net

O Teatro Parabelo, junto da Cia. Humbalada de Teatro e da Cia Teatral Identidade Oculta, forma a Rede CHEGANÇA:TEATRO DE NORTE A SUL, que busca, através do fortalecimento dos coletivos, fomentar a formação de platéias em nossas respectivas comunidades.

Acreditamos que a autonomia e a articulação entre os grupos possa promover e consolidar o alcance e a conquista de nossos objetivos comuns, entre eles: a ocupação efetiva de equipamentos e espaços públicos em nossas comunidades, a realização de festivais, mostras, palestras, debates, intervenções, trocas de processos, e principalmente, reivindicar políticas públicas eficazes que fomentem a produção de teatro não profissional em nossas comunidades.

 

                                         

E como acreditamos que a revolução se faz com ação, organizamos o primeiro CHEGANÇA DEBATE, aliás, primeiro de muitos. Para dar inicio as atividades da rede, queremos debater a pedra fundamental da mesma, a formação de platéias:.Como ela se dá na periferia? Quais seus contrastes em relação ao centro? Qual impacto projetos artisticos pedagógicos e leis de incentivo tem na formação de público e platéias?

A mesa contará com a presença dos coletivos de teatro Pombas Urbanas, Teatro popular União e olho vivo e a Cia do Feijão, também estarão presentes Luciana Schuinden (Teatro Vocacional) e Gil Marçal (Programa VAI).

E para aquecer, a mesa abrirá com a exibição do documéntário: O Que é Teatro? dirigido pelo Reinaldo Maia.

Vai perder essa? Esperamos vocês!

Serviço:

GALERIA OLIDO - SALA VITRINE

AV SÃO JOÃO , 473 CENTRO 17/08 DOMINGO APARTIR DAS 10:30

“Estamos chegando daqui e dalí. E de todo lugar que se tem pra partir. Trazendo na chegança foice velha, mulher nova e uma quadra de esperança!”

Faça parte você também!

A revolução se faz com ação!

Maiores informações:
checancateatro@yahoo.com.Br
www.chegança.blogspot.com

PS: Enquanto isso no mundo (Des) Montando Arrabal muitas coisas acontecem e estão por acontecer, acompanhe pelo: http://www.fotolog.com/teatroparabelo

5

de

julho

(Des) Montando Arrabal

  O Teatro Parabelo tem prazer em apresenta-los o nosso novo projeto: (Des) Montando Arrabal.

Em Março de 2008 o Teatro Parabelo teve o projeto (Des) Montando Arrabal aprovado pelo Programa de valorização de iniciativas culturais (VAI) da Secretária Municipal de Cultura.

(Des)Montando Arrabal é um projeto multidisciplinar de caráter artístico-pedagógico, e tem como perspectiva a desconstrução do espetáculo “Fando e Lis”, adaptação realizada pelo Teatro Parabelo do texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, traduzido por Wilson Coelho, através das seguintes ações:

•Exposição: “Sou Parabelo, Parabelo sobre a terra” composta por registros do histórico do Teatro Parabelo.

•Oficinas de desmontagem do espetáculo Fando e Lís: “De Arrabal a Boal: a poética do oprimido na reescrita da cena.”, “Obrofagia: a performance como recurso na construção da cena”, “Uma nova em mídia em cena: corpo, comunicação e Clown” e “Decadência e elegância: pesquisa e criação em figurino e maquiagem”

•Espetáculo: Apresentação do espetáculo “Fando e Lís” adaptação realizada pelo Teatro Parabelo do texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, traduzido por Wilson Coelho.

•Debate:“O que eu entendi do que o Parabelo disse?” abrirá, logo após a apresentação do espetáculo, espaço para o contato humano através do diálogo e da vivência artística.

O projeto (Des) Montando Arrabal irá circular pelos seguintes espaços da zona noreste de São Paulo: CEU Vila Atlântica, Casa Brasil, CEU Pera Marmelo, Tendal Da Lapa, CEU Paz, Biblioteca Mario Schemberg, CEU Perus e Casa de Cultura Salvador Ligabué.

(Des)Montando Arrabal terá duração de 8 meses (Maio a Dezembro de 2008) e tem orçamento de R$ 18.096,93.

Para acompanhar o desenvolvimento do projeto, e para descobrir se ele passará por algum lugar perto de você, acesse:
http://www.fotolog.com/teatroparabelo

Este post também é uma maneira de agradecer as pessoas que acreditam nesse trabalho, dedicando-se a ele de coração aberto: Adriana Rodrigues, Victor Hugo de  Freitas, Dirceu Vendramini, Rodrigo Teles, CEU Vila Atlântica, Teatro Vocacional e especialmente para a Denise Rachel. Nosso muito obrigado!

Arquivado em: Em cena. I Comentários (5)

8

de

junho

Revisitando o palhaço ou caça aos Clowns Brancos

 

Revisitar. Eis um verbo que se fez presente nos últimos tempos nos ensaios do Teatro Parabelo.

A produção para a estréia do projeto (Des)Montando Arrabal nos levou de volta ao começo de tudo. Reviver o processo criativo de Fando e Lis e poder otimizar suas potencialidades de tantas outras maneiras foi prazeiroso e dividir essa experiência com terceiros têm sido revigorante. É incrível a sensação de repetir seus passos, refazer suas pegadas e chegar aonde você (queria) quer estar.

                              

               

 Mas olhar para frente também é preciso. E para (Des)montar Arrabal, estamos (Re) Montando o mesmo. Graças ao apoio do Programa Para Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, pudemos resgatar idéias que, antes, mostraram-se impo$$ivéi$ de serem executadas. Risos. 

 Porém, tantos prazos, regras, compromissos assumidos no último ano fez sobressaltar a autocracia na nossa postura enquanto grupo. E eis que a mesma surge com dedo em riste, em toda sua forma. Filha de nossas angústias, medos, ansiedades, bloqueios, cobranças, dessa vez ,resolvemos assumir a paternidade sem meas culpas.

 Após encontrarmos a pedra fundamental de nossa autocracia, não anunciada, demos inicio a um trabalho de prevenção a mesma:  depoimentos pessoais, redefinição de horários, redivisão de funções, reformulações de projetos, etc. tudo regado a muito refresco, biscoito de chocolate e gargalhadas - porque a gente caga regra, mas se diverte. Está instaurada a Terapia de Choque.

Tudo isso para que as influências desse mundão de bispa sônia, George Bush, Silvio Santos e cia. ilimitada exerçam a menor influência possivél sobre um trabalho feito com muito suor, neurônio, saliva, afeto e, para espanto de muitos, ( por enquanto ou ainda) sem fins lucrativos.

                                  

 Em suma: na busca da autonomia encontramos a senhora autocracia. E por mais que ela traga vantagens efêmeras e supérfluas, cansa cobrar todo mundo sempre pelas mesmas coisas. Deixemos esse serviço para o SPC/Serasa.

O exercicio agora é exercer a autonomia (individual e coletiva) na (Re)construção de novas relações de parcerias com nosso infinito particular e com o universo ao nosso redor. É tempo de voltar a colaborar!

     

 

 E para voltar a colaborar o Teatro Parabelo reafirma sua relação de parceria com os projetos Teatro e Dança Vocacional, com nosso diretor musical Victor Hugo de Freitas, com nosso dramaturgista honorário Jucenberg Nascimento, com nosso público cadeira cativa, produtor, preprador fisico, irmão e cobaia Dirceu Vendramini, na busca do diálogo com os mesmos, sem medo de dizer e/ou ouvir não.

              

 

 E de volta ao básico, a idéia agora é tirar a Violla (Spolin) do saco, e reviver os dias de ladrão de foco (leia-se dias de jogo, de improvisação, e de muita fanfarronice), e no cardápio ainda temos Laban de entrada e Teatro Épico de sobremesa .

Eis o Homotéspis: o ator como lugar do advento teatral, nosso novo-velho projeto como prato principal. E como já diz uma filosofa baiana: alegria agora. agora e amanhã, alegria agora e depois e depois e depois de amanhã.

4

de

maio

Encontros e Despedidas

No último dia 26 de Abril aconteceu em São Paulo a Quarta Virada Cultural. Uma das novidades dessa edição foi à criação de um espaço palco destinado ao projeto Teatro Vocacional.

                                     

      

Montado na Ladeira da Memória no Vale do Anhangabaú, esse espaço proporcionou o encontro de grupos como Bolinho de Arroz, Cia Meses, Grupo Pandora, Cia Do Outro Eu, Cia de Teatro Faces Ocultas, que na sua maioria, assim como nós, surgiram através do projeto Teatro Vocacional, e aceitaram quebrar todas as paredes e aventurar-se pelas artérias do coração da metrópole paulistana.

                                  

Em 1872, na Ladeira da Memória transitavam, cavaleiros, tropas de burros, carros de boi. Mais de um século depois, na mesma ladeira, circulam motoristas, assalariados, estudantes, ambulantes e andarilhos, mas naquela noite de Abril, circularam Macabéas, Olímpicos, Graças, Arlindas, Rosinhas, Lampiões, Irmas, Menezes, Perus, Mendigos, Cachorros Loucos, Fandos e Lises – todos crônicas do cotidiano, narradores, personas, delatores do tempo que nos cabe viver nessa metrópole. Naquela noite de Abril realidade e fantasia se confundiram.

                                 

      

E do Palco da Ladeira da Memória, Fando e Lis voltam à sala de ensaio. Como se a borboleta retornasse ao casulo para voltar a ser lagarta, Fando e Lís refaz seu percurso para se re-inventar.
É um vôo de partida com data e hora de retorno marcada. Fando e Lís reestréia no dia 05/07/2008 às 16 horas no CEU Vila Atlântica quando damos inicio a circulação do projeto  (Des)Montando Arrabal aprovado pelo Programa para Valorização de Iniciativas Culturais - VAI.  Quem sentir, Verá!

            Quer Saber mais sobre o (Des) Montando Arrabal?       Acesse:http://www.fotolog.com/teatroparabelo

12

de

abril

Upa Parabelo na estrada Upa pra lá e pra Cá

 

 ”Dizem os psicólogos que aos três anos de idade, a criança começa a andar, falar e assimilar o mundo, o Teatro Parabelo chega a esse momento” Thalita Duarte

            

    No próximo sábado (19) o Teatro Parabelo comemora seus três anos de resistência.

“Foi no Teatro Parabelo, nesses três anos, que deixei de ser criança e passei a ser adulto” Denilson vendramini

 Não foi por acaso, que Denilson Vendramini deu vida ao protagonista de nossa primeira montagem “Chico Tristeza”. A peça contava a estória de um menino contra a seca, em busca de um pai pelo sertão.

 ”Chico nos fez pensar sobre o que é necessário para o teatro de grupo existir: resistir a desmoronamentos e a tempestades. Chico é um filho que tem os genes de cada um que o criou em 2005″ Eliane Andrade.

 E depois do primeiro parto, chegou a hora de aprendermos que existia um outro parto: o de partir, portanto, se ser Parabelo é sentir o outro como parte de si mesmo, foi necessário conviver com a amputação.

 ”Antes quando existia o longe, respeito, apoio, solidariedade e vibração. De perto ao longo de um ano três meses, exercicios, preparação, seriedade, experimentos, um sonho” Rodrigo Teles

                                                   http://br.youtube.com/watch?v=Pxg9YfayoV4

  Até que chegou o tempo de colocar em prática a teoria. Transformando a rua em sala de ensaio, e transeuntes em parceiros de cena, realizamos as !ntervenções desde julho de 2007, interagindo com infinitos particulares e o universo ao nosso redor. Saindo da zona de conforto ao encontro da beleza no ridiculo de nós mesmos.

 ”Sem o outro não chegamos a Tar” Eliane Andrade

 Essa foi a lição aprendida com Fando e Lís em 2007. Em busca da maravilhosa cidade perdida, passamos por CEUS, Arthurs, Cacildas, Alfredos, Casas, Galerias e Tendais.

              

 E se ainda não chegamos a Tar, chegamos pelo menos ao VAI! o Teatro Parabelo foi contemplado pelo programa de valorização as iniciativas culturais pelo projeto (Des) Montando Arrabal que deverá circular pela zona noroeste paulistana no segundo semestre de 2008.

 E tem mais: esse mês demos inicio ao projeto ‘Homotéspis: o ator como lugar do advento teatral” através do qual ganhará vida nossa terceira montagem:  uma livre adaptação do “Homem do princípio ao fim” de Millôr  Ferndandes, sob a orientação de Jonas Golfeto e Debóra Pena, dando continuidade a nossa parceria com o Teatro Vocacional e dando inicio a outra parceria, com o Dança Vocacional.

  Muito já se resistiu, e muito está por se resistir, que esses três, virem seis, nove, doze… E que em todos eles nós possamos continuar contando com todos aqueles que acreditam ou não nesse sonho - ambos foram importantes para que ele se tornasse a nossa realidade.

 Feliz Aniversário ao Teatro Parabelo!

Ps: visitem nosso canal no Youtube!

2

de

março

Grupo de teatro tem inferno astral?

365 dias, 3.272 vistas e 1 peça depois, o que era 5 virou 6, e já virou 5 novamente. O Blog completa um ano, um mês antes do Teatro Parabelo completar três.

Nesses três anos, acima de tudo nesse último, percebemos que ser Parabelo é ser um pouco vulnerável também, e como tudo na vida, essa vulnerabilidade tem a sua dor e sua delicia.

A delicia foi, a partir dessa vulnerabilidade, perceber que as convenções capitalistas (produzir, consumir e descartar) impõem-se em nosso cotidiano, e de scrap em scrap, torpedo em torpedo, e-mail em e-mail, e outras coisinhas mais, temos nos tornados hábeis em PRODUZIR relacionamentos (mesmo que virtuais), para em seguida CONSUMIR (o outro, na mesma proporção que desejamos que ele nos consuma), para então podermos DESCARTAR, no mesmo momento em que somos descartados. Lá nos primeiros Posts , quando falávamos sobre relacionamentos afetivos na contemporaneidade, já estávamos falando sobre o eterno retorno: produzir, consumir e descartar. E Fando e Lís é a nossa ode/elegia a, acima descrita, condição/situação humana.

                                    

Agora algumas palavras sobre dor. Tem doído muito constatar que toda essa vulnerabilidade tem afetado a nossa autonomia, a ponto, de ao longo desses esses anos, o Parabelo parecer um projeto de um homem só. Ele não foi, não é, e nunca será. Descobrimos que muitas vezes a nossa inércia é motivada pela espera, de um abraço, de um aplauso. Às vezes nos falta referência. Grupo briga? grupo dicorda? grupo chora? grupo sente raiva? grupo bate? grupo apanha?

Pergunto-me se essas questões não são materiais para um novo processo, onde possamos, fazer dessa espera (por algo/alguém) uma busca. E, nesses tempos de crise, não resta mais nada a dizer a não ser Feliz aniversário ao Blog.

Ps: Mesmo em tempos de crise, tem temporada do Teatro Parabelo!

Para quem não viu essa é a sua chance, para quem quer ver de novo, venha assistir as nossas novas cenas (Work in Progress).

Temporada Fando e Lís (Em obras) no Tendal Da Lapa
Rua Constança, 072 Lapa
Entrada Franca - 60 lugares

De 14 de Março a 04 de Abril!
Sempre as sextas feiras às 20:30

2

de

fevereiro

Em Busca Da Terra Prometida

  Por Jucenberg Nascimento, Quinto semestre de Jornalismo. Centro Universitário Unisant’anna.

                      

A vida humana consiste numa infinidade de absurdos: relacionamentos complicados e doentios; a busca por uma felicidade por muitos desejada que ninguém sabe muito bem onde se encontra; a necessidade virtual de consumir cada   vez mais, por razões muitas vezes supérfluas, etc.

Pensar em todas essas questões ao mesmo tempo , pode até dar um nó na cabeça, mas é exatamente isso que a peça “Fando e Lis” se propõe fazer. A adaptação do grupo Teatro Parabelo do texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal enche nossas mentes com imagens burlescas que refletem de maneira singular como a vida humana se tornou um enigma que desafia a pura razão, quando não muito zomba dela.

Os quatro atores em cena conversam dialogando diretamente com a platéia, interagem com ela, como que para incluí-la na trama, no enredo, no desenrolar de suas próprias histórias. Tanto que há uma cena em que pessoas do público são convidadas ao palco para participar da cena mais emblemática da peça: a tranformação do ser humano em simples mercadoria.

Assistir a essa montagem não nos leva a um porto seguro aonde podemos ter a certeza de estar no caminho certo. Pelo contrário, as cenas nos desafiam a buscar nelas algo de nós mesmos que nem sempre identificamos, ou até negamos existir. Saímos com a sensação de algo desconfortável, mas ao mesmo tempo animador, que nos leva a ir mais fundo na busca de uma resposta coerente, um caminho menos cruel.

Todos nós buscamos a cidade de Tar, não apenas os atores.Mas são eles que estão ali exibindo como essa busca pode machucar os seres humanos, devido aos vícios que adquirimos ao longo da vida, influenciados por um sistema alheio a nossa natureza. A uma infinidade de pessoas semelhantes a Lis que perecem durante o processo, e o que fazer? Aqueles que sobrevivem devem prosseguir, até que chegue a sua hora de perecer.

Os integrantes do Teatro Parabelo souberam adaptar nosso tempo-espaço à idéia do texto original, e assim, contribuiram com mais uma peça na infindável epopéia humana.

 Para quem se interessar em fazer parte dessa busca:

12/02 Mostra Vocaional no CCJ Av. Dep. Emilio Carlos 3641 Vila Nova Cachoeirinha (Ao lado do Terminal Cachoeirinha) 20:00

 22/02 !ntervenções Sarau Casa Brasil Av. Mutinga 1425 Pirituba (Em frente ao Carrefour) 19:00

23/02 I Conferência Municipal de Juventude Av. Interlagos, 1329 Univiversidade ibirapuera  08:00 às 18:00

« Posts mais novosPosts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://teatroparabelo.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.