29
de
julho
Mostra de Processo: Technalejo Primal 2.0
  
Ao longo do trajeto, os transeuntes curiosos comparavam com um fantasma. Na Comunidade Cultural Quilombaque foi recebida como uma entidade alva e atemporal ao redor da qual o público circunscreveu-se e silenciou-se. Um Totem.
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Encarada como um objeto de desejo, foi despida de seu corpo cotidiano através das vestes ritualÃsticas das palavras mágicas escritas sob sua pele, o experienciador (espectador-participante) cobriu  a performer com suas utopias individuais transformadas em anseio coletivo por meio do rito entre o toque e o verbo.
No corpo a interface do primitivo e a  alta-tecnologia: a  tinta vermelha na pele embranquecida da performer e a câmera acoplada ao espectador participante deram vida a uma profusão de imagens sobrepostas, concretas e abstratas, rudimentares e virtuais, que ao som de percussões e sintetizadores, flertavam com outros corpos, reais e sociais.
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Um transe que emergiu do espaço de respiro entre a obra e o espectador, entre  a música e a poesia. Uma viagem que partiu da tecnologia audiovisual pós-moderna para os balbuciar dos primórdios da linguagem humana.
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Relato do Experienciador, por Dimas Reis:





Comentário por Silvio — 30 30UTC julho 30UTC 2009 (10:18)
Provoca, provoca mais, mais e mais. É preciso chocar para provocar. É preciso perder os medos. É preciso transcender a hipocrisia do dia-a-dia. É preciso ver o outro despido de seus dogmas e valores. É preciso se ver puro. É preciso refletir sobre o próprio corpo. É preciso refletir com que olhos olhamos o mundo. É preciso olhar com um olhar menos quadrado. É preciso simplesmente olhar. E não ter medo de olhar. O olhar muitas vezes machuca, mas ele também pode ser a saÃda para os nossos receios mais reprimidos. Antes de olhar, procure ver a essência do outro, as palavras que circundam o seu corpo, os cheiros, as sensações, os tremores, as reações, os gestos, os espasmos. Veja, antes de olhar!
Comentário por Tha — 30 30UTC julho 30UTC 2009 (13:41)
Relação
Correlação
Não Relação
Agente, Sujeito da própria ação
Peito, Coração aberto
para dar e receber