25
de
agosto
O Teatro Parabelo e a rua

A realização do projeto FANDO E LíS !NTERVENÇÕES, trouxe um novo elemento para a pesquisa do Teatro Parabelo - a Rua
Sendo o teatro de rua uma linguagem ainda distante do mundo acadêmico, para qualquer que se interrese em estudá-lo, há apenas um belo e arduo caminho: a prática.
Essa nova e rica linguagem, apresentou infinitas possibilidades, e inúmeros desafios ao trabalho do Teatro Parabelo.

“Vejo que nossa relação com a rua, me fez pensar em como lidar com o improviso e ainda sim, ser clara na minha comunicação com o grupo e o público”.
Eliane Andrade – Atriz do Teatro Parabelo
A imprevisibilidade, faz da improvisação a principal tônica da performance do ator na rua; estar pronto para responder aos diferentes e constantes estímulos oferecidos por ela, ajuda aos praticantes da arte transeunte, a alcançar um importante objetivo – a interação com o público.
A rua possibilita que o ator relacione-se com o público de maneira direta e não hierarquizada, fazendo com que o mesmo, seja mais que espectador , transformando- o em co-autor do espetáculo apresentado, constituindo uma relação horizontal entre arte e público, público e arte.
Curiosamente, em nossas !ntervenções os grupos/classes oprimidos (idosos , crianças, negros, moradores de rua e outros), tem-se comportado, significativamente, de maneira mais receptiva e participativa em relação ao trabalho.
A rua trouxe uma pergunta ao particular e ao coletivo Teatro Parabelo, nos fez pensar, sem méritos quantitativos e/ou qualitativos, no tipo de teatro que pretendemos fazer/e fazemos – alienado ou participativo? Eis a questão!

TEATRO PARABELO
fotos: Aline Baker

