Teatro Parabelo

Teatro Pirituba Grupo Espaço Intervenção Sonho Ação Resistência Cultura

19

de

novembro

Contra o Corte no Orçamento da Cultura em 2010

Companheiros,

Hoje dia 19 de novembro de 2009, representantes de movimentos de teatro e dança de São Paulo fomos para a Audiência pública do orçamento da cultura e quando chegamos nos informaram que a Cultura não estava na pauta do dia porque o Secretario não poderia estar presente e ele disse que faz questão de discutir o assunto.

Nisso formamos duas comissões e passamos pelos gabinetes da maioria dos vereadores explicando a questão dos cortes na área da Cultura e solicitando a presença na plenária que acontecerá na próxima segunda.

Hoje tínhamos somente 3 vereadores pra discutir as pautas da plenária, muito tempo depois chegou o vereador Donato-PT que solicitou os valores apresentados pelo Secretario de Cultura pra comparar com os cortes feitos pela Secretaria de Planejamento, mas eles disseram que não podiam disponibilizar.

Pegamos a proposta orçamentária para a Cultura em 2010 que será apresentada na próxima segunda-feira e ficamos perplexos, pra se ter uma idéia irão cortar 100% da verba de 53 órgãos ligados à cultura, incluindo todas as Casas de Cultura.

Vai ser apresentada a Proposta de Corte em:

- 21,51% na Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, totalizando um valor de 8 milhões, sendo que ligamos na Secretaria de Cultura e nos informaram que eles apresentaram à Secretaria de Planejamento o valor de 11 milhões, seiscentos e cinqüenta mil.

- 31,29% no VAI

- 100% na Mostra de teatro de Rua de São Paulo.

- E para o Fomento a Dança apresentarão um valor de apenas 3 milhões.

Aguardamos todos na Plenária de segunda-feira:

É de extrema importante!!!

Repassem a todos os seus contatos.

Próxima segunda-feira audiência pública na Câmara Municipal de SP que vai votar o orçamento destinado para a cultura em 2010.

Data: 23 de novembro – Segunda-feira

Tema: SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
Horário: 09h00 às 14h00
Local: Câmara Municipal de São Paulo

Sala Tiradentes - 8º andar

15

de

outubro

Ultrassom

Pelos nossos mecanismos de ultrassom (risos): Canal do Youtube, comunidade no Orkut, e blog do Teatro Parabelo, e mesmo ao vivo e à cores, nas mostras de processo, pode-se ter uma idéia de a quantas andam o processo criativo de “Somos o que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos”,com estréia prevista para Dezembro de 2009. Duas performances foram criadas: “Saloá: Desova das Mágoas” e “Jaraguá: Senhora das Utopias”, a última, apresentada recentemente em mais duas mostras de processo:

22 de Setembro no Sarau do Elo da Corrente - onde tivemos uma troca verdadeira, “Teatro Parabelo da Corrente”, título esse extraído do texto do Michel, no blog do Elo da Corrente, e que nos alegrou o coração, não só pelo momento de troca, mas pelas palavras que vieram a fortalecer ainda mais o elo entre os dois coletivos:

“Foi uma união entre Teatro Parabelodacorrente, assim mesmo, em que podemos conferir e construir parte do processo do projeto “Realejo, o lugar que desejo” que os irmãos do Teatro Parabelo nos presentearam no bar do Santista. A mostra tem como base uma performance que envolve um totem indigena, representado pela atriz Eliane, em que o lugar que desejamos era possivel ser escrito no seu corpo. Um momento de sabor diferente, em que quebramos barreiras de pudores e preconceitos, da experimentação da arte viva e mutavel, do respeito, da força e fragilidade das relações, enfim, um transbordar de sentimentos. Ao final aconteceu uma troca firmeza de conhecimento e alimento, que fortaleceu demais nossa caminhada.”

Palavras de um poeta que assim como nós, resiste fazendo arte na periferia de São Paulo. 

 

 

 

Senhora das Utopias" no Sarau Elo da Corrente

Performance "Jaraguá: Senhora das Utopias" no Sarau Elo da Corrente

26 de Setembro na Vilada Cultural: Vila Itororó- 80 anos – Resistência

O Teatro Parabelo esteve presente nesse evento, que foi mais do que uma simples comemoração: uma manifestação de resistência por parte dos moradores da Vila, que receberam um comunicado, e várias alternativas para desocuparem a vila, em prol de uma “revitalização”, a idéia é transformar a vila em um Centro Cultural, porém os moradores alegam não ser necessária a desocupação das casas uma vez que eles mesmos já organizam atividades culturais na vila regularmente.

A revitalização é apenas uma desculpa para expulsar os moradores, porque eles não têm condições de bancar novo imóvel. O governo oferece aos moradores “cartas-crédito” (uma com o nome irônico de “vale-coxinha”) mas se eles dependerem dessas cartas crédito, estarão literalmente na rua. E o Teatro Parabelo apoiando esse movimento de resistência dos moradores da Vila Itororó, apresentou a performance “Jaraguá: Senhora das Utopias”, onde os mesmos puderam deixar registradas suas utopias, sendo que alguns fizeram jus a manifestação e deixaram registrado o Lugar que desejam: AQUI (a Vila Itororó). 

Senhora das Utopias" na Vilada Cultural

Performance "Jaraguá: Senhora das Utopias" na Vilada Cultural

 

E por falar em utopias, o “Pé de Utopias”, instalação criada pelo Teatro Parabelo, estará na Exposição Vertigens Urbanas de 16/10 a 15/11 na Galeria Olido.

Esta exposição traz Coletivos das periferias da cidade de São Paulo, contemplados pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, em uma composição vertiginosa de suas obras no espaço da Galeria.

 

Na abertura da exposição realizaremos a performance “Jaraguá: Senhora das Utopias” – 16 de Outubro às 19h.

 

Venham conferir nosso ultrassom.

 

Eliane e Thalita

 

 

 
 
 
 
 

 

 
 

 
 
 
 
 
 

 

 

1

de

setembro

Parabelo: em busca da Terra sem Males

 Os guaranis saíram do Sul do Brasil, percorreram a costa litorânea brasileira em busca da Terra sem Males. Assim como nós Parabelos, eles buscavam um lugar melhor, uma Terra sem Males, parecida com a nossa Tar. Lá as pessoas não envelhecem, nem morrem e não há o sofrimento. Eu vejo a arte como meio para chegar lá. Ou mesmo para inventar esse lugar. Os guaranis a encontraram na região do Jaraguá. Foi uma Terra sem Males, por pouco tempo. Nós ainda estamos em busca. Estamos inventando esse lugar. Vejo o paradoxo que existe em nossa região, entre o natural e tecnológico. Tudo por conseqüência do homem branco, que logo tratou de dividir a Terra sem Males, vendê-la e povoá-la desenfreadamente. Expulsando,explorando, matando e deixando quase sem terra aqueles que aqui vieram primeiramente buscá-la, os índios. Que agora sobrevivem em terras doadas, protegidas pelas leis dos brancos, mendigando os frutos da terra. 

 

Placa na trilha do Pico do Jaraguá
Placa na trilha do Pico do Jaraguá

 

 

 

 

  Fico pensando: Quantos ritos foram quebrados? Quais eram esses ritos? Por quais ritos teremos que passar?

 Qual o inimigo a ser devorado? A estagnação? A dor? O sofrimento? A desigualdade? O preconceito? A ansiedade? A solidão? O ódio? A indiferença? A automação? A saída? O esquecimento?

   Estamos inventando um lugar a se chegar. Onde todos nós poderemos pensar: onde é minha Terra sem Males? O que eu terei que fazer para chegar lá? Até chegarmos a Revelação, ainda há uma trilha a ser desbravada.

 

 Enquanto isso, vemos a torre brilhar, no lugar dos vagalumes.

Antena do Pico do Jaraguá ao anoitecer

Antena do Pico do Jaraguá ao anoitecer

 

                                                       Eliane Andrade

 

29

de

julho

Mostra de Processo: Technalejo Primal 2.0

  

Ao longo do trajeto, os transeuntes curiosos comparavam com um fantasma. Na Comunidade  Cultural Quilombaque foi recebida como uma entidade alva e atemporal ao redor da qual o público circunscreveu-se  e silenciou-se. Um Totem.

 

Encarada como um objeto de desejo, foi despida de seu corpo cotidiano através das vestes ritualísticas das palavras mágicas escritas sob sua pele, o experienciador (espectador-participante) cobriu  a performer com suas utopias individuais transformadas em anseio coletivo por meio do rito entre o toque e o verbo.

No corpo a interface do primitivo e a  alta-tecnologia: a  tinta vermelha na pele embranquecida da performer e a câmera acoplada ao espectador participante deram vida a uma profusão de imagens sobrepostas, concretas e abstratas, rudimentares e virtuais, que ao som de percussões e sintetizadores, flertavam com outros corpos, reais e sociais.

 

Um transe que emergiu do espaço de respiro entre a obra e o espectador, entre  a música e a poesia. Uma viagem que partiu da tecnologia audiovisual pós-moderna para os balbuciar dos primórdios da linguagem humana.

 

 

Relato do Experienciador, por Dimas Reis:

 

24

de

julho

A Revolta dos Perus no Espaço Teatro Parabelo

Por Lucas Victorino - Grupo Pandora

 

Dia 19/07/09 o que era pra ser uma apresentação, virou algo muito maior, um diálogo entre grupos, exercitamos a simples tarefa de conversar, e existe uma dificuldade no diálogo mesmo estando todos no mesmo barco.

 

 

 Mantemos nesse dia a nossa capacidade de dialogar coletivamente, de conversar em grupo, mesmo que cada um tem o seu discurso, suas opiniões, porque não tem que ficar todo mundo com a mesma opinião, mas acredito que a conversa entre grupos não nos transformam em ilhas e nos mantém vivos.

 

 

Foi maravilhoso ver o que andam fazendo nossos vizinhos, mesmo não habituado com essa área, muitas coisas impressionam na liberdade das performances, a escolha detalhada/pessoal/significativa dos objetos; ir pro meio da rua, seja lá o que quem passou por ali naquele momento pensou, alguma coisa pensou; um ritual onde cada um de nós se manifesta imensamente com apenas uma simples palavra na roupa da atriz… performer… artista.

 

 

 Percebi a importância dos grupos se unirem, não importando a diferença de linguagem, idéias de intervenção e até mesmo a cidade em que estão…rs, e aproveitando a data em que estou escrevendo 20/07 fecho com a frase: Um pequeno passo para os artistas e um grande passo para a humanização.  

                                       

                                            

 

8

de

julho

Resumo da Ópera

Ensaios de Dramaturgia

por Denilson Vendramini e Diego Marques

Ensaio de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 21/06

Ensaio de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 21/06

Durante o mês de Junho o Teatro Parabelo parou para pensar sobre o lugar que deseja. Através dos jogos de escrita, percebemos que optamos pela via negativa ao escrevermos quase que predominantemente sobre o lugar que não desejamos estar, esse por sua vez, se assemelha bastante com os contornos caóticos que dão forma a metrópole paulistana.

Ao longo dos ensaios de dramaturgia, coordenados rotativamente por integrantes do grupo, contamos com a presença de usuários da Biblioteca Brito Broca, local em que os ensaios foram realizados.

A dramaturgia que emergiu desses encontros revelaram textos imagéticos, não lineares, fragmentados que nos apontam novas possibilidades para interagir com o verbo em cena, acrescentando novas influências ao nosso cesto de referências, dentre as quais vale a pena destacar o cineasta norte-americano David Lynch cujo linguagem converge com a próxima etapa do processo, momento em que vamos nos voltar ao entorno do Espaço Teatro Parabelo, lançando mão da linguagem audiovisual.

Ensaios de Interpretação

por Eliane Andrade

Ensaios de Dramaturgia  Biblioteca Brito Broca 20/06

Ensaios de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 20/06

Após os ensaios de dramaturgia, estudamos o conceito de mímeses corpórea desenvolvido pelo grupo LUME, que consiste na observação de pessoas , objetos, imagens e animais com o objetivo de recriá-los no trabalho de interpretação e criação de personagens.

Em contraponto ao “corpo subjétil” (corpo recriado pelos atores através das observações propostas pelo LUME) encontramos o “corpo real” utilizado no processo criativo de Pina Bausch, que consiste no corpo do artista exprimindo suas emoções e vivencias pessoais através de movimento, que não buscam a interpretação.

Chegamos ao consenso de que o “corpo real’ será mais interessante no nosso processo criativo, porque o mesmo se aproxima de nossa linha de pesquisa em corpo não interpretativo.

Na próxima fase do projeto ” O Lugar que encontro” serão criadas performances ou cenas performáticas, desenvolvidas junto aos moradores do entorno do Espaço Teatro Parabelo, procurando assim somar o Lugar que eles desejam ao nosso. Arte Viva!

20

de

junho

Teatro, Performance, intervenção, Revolução, Insurreição, Levante

    

O Que É Comunidade? Seminário

O Que É Comunidade? Seminário

 No último dia 23 demos início ao projeto ” Realejo- o lugar que desejo” partindo em busca do conceito de Comunidade, através da discussão gerada pelo seminário “ O que é Comunidade? ” mediado pelo Douglas Alves, tive meu castelinho de conceitos posto abaixo, uma vez que compreendi que na verdade a “Comunidade” não existe, é fruto da imaginação. Um conceito que foi criado, justificando algum tipo de identidade em comum entre as pessoas, mas que na verdade, não existe, e que é usado como ferramenta para a massificação, alienação e manipulação, dentro do sitema capitalista.

Os Sentidos da Utopia - Vdeo-Palestra

Os Sentidos da Utopia - Vídeo-Palestra

Através da Vídeo-Palestra “Os Sentidos da Utopia” com Iná Camargo Costa, refletimos sobre o fazer artístico como uma forma de propor mudanças na sociedade. Iná coloca a questão das crises financeiras, que estão se tornando cada vez mais frequentes e aponta as mesmas como possibilidade para mudança do sistema, uma vez que o consumo se tornou tão desenfreado, que os bancos emprestam dinheiro que ainda não existe, e devido a inadimplência acabam quebrando.

  No dia 24, promovemos um debate no CEU Vila Atlântica sobre a formação do nosso bairro, pra onde - sob o slogan ” Brasil o país do futuro”- muitos nordestinos migraram em busca da modernidade que prometia melhores condições de vida, e que aqui se tornaram apenas funcionários.

  Ainda no dia 24, a Denise mediou um debate sobre ” Zonas Autônomas Temporárias”. Trata-se de um conceito criado por Hakim Bey que denomina o ato criativo/lugar de subversão da realidade, onde é possível tornar a criação artística uma intervenção concreta no cotidiano.

  E para subverter a realidade, tranformar o nosso mundo em um lugar mais justo, no sentido em que possamos ter a liberdade de escolha, possamos exercitar a nossa criatividade, expor o nosso subjetivo e torná-lo objetivo, devemos criar a nossa T.A.Z. e fazer levantes contra isso tudo, não deixando que o cotidiano acabe engolindo também nossa esperança.

          

                                                                                                                                              Thalita.

21

de

maio

Reflexões sobre o lugar

No próximo sábado, 23/05 o Teatro Parabelo dá inicio ao projeto Realejo –  O lugar que desejo, contemplado pela edição de 2009 do Programa Para Valorização de Iniciativas Culturais – VAI.

 

O projeto nasceu de um olhar lançado sob o repertório do coletivo através do qual diagnosticamos uma constante: em todos os nossos os nossos espetáculos tratávamos da procura de algo, alguém ou de um lugar – nesse mesmo momento havíamos percebido que se quiséssemos manter alguma estabilidade em nosso fazer teatral tínhamos que manter um espaço de trabalho.

 

Outro ponto interessante, é que depois da montagem de Fando e Lis ou Mais Uma História de Amor, embarcamos numa  apolínea egotrip na qual questionamos o lugar de cada integrante do Teatro Parabelo: como organizar o fazer teatral coletivamente? Como equalizar as vozes dentro de um coletivo artístico? Qual lugar cada um ocupa dentro do grupo? Qual a qualidade desse lugar: ele é estático ou móvel? Em ultima instância: precisa haver um lugar?

 

Dessa maneira, Realejo – o lugar que desejo também nasceu de uma outra vontade: de embarcar dionisiacamente nessa reflexão de modo em que todos pudessem estar em todos os lugares do fazer artístico ao mesmo tempo, e quando digo todos, me refiro a um todo especial: o projeto consiste numa série de ensaios abertos à comunidade onde todos proporão cenas e intervenções a partir da dramaturgia, das mídias audiovisuais e da performance, dessa forma, todos participarão da criação daquilo que não se sabe se será um espetáculo.

Milene Valentir

Arte Gráfica: Milene Valentir

 

 

Se nos atentarmos a palavra comunidade, uma outra esfera de lugar emerge permeando o projeto e é justamente nesse ponto que, neste momento, concentraremos nossa pesquisa: no conceito de comunidade.

 

O Ciclo de estudos Reflexões Sobre o Lugar acontecerá nesse próximo fim de semana em três pontos do bairro quase que simultaneamente: Biblioteca Brito Broca, CEU Vila Atlântica e no Espaço Teatro Parabelo. Três lugares que procuraremos articular ao longo do projeto, promovendo o diálogo entre o espaço público e a produção artística local – uma vez que nessa fase do projeto contamos com a participação do já tradicional (no melhor sentido do termo) Elo da Corrente que fez do Bar do Santista mais um espaço para criação e reflexão artística dentro da comunidade.

 

É através dessa convergência de lugares e pessoas que o Teatro Parabelo espera nos próximos oito meses realizar aquele que, em suma, parece ser o nosso maior desejo: colaborar para com a construção de uma sociedade mais democrática através do Teatro, garantindo o acesso e a fruição das artes, sobretudo do Teatro, para que através deste possamos ser sujeitos de nossa própria história.

 

Por Diego Marques

18

de

maio

Desemformance

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

 

 

 

No último sabádo aconteceu o Desemformance, um encontro de perfomance no Espaço Teatro Parabelo através do qual pudemos dialogar com a linguagem que tem contaminado o projeto de pesquisa Experimentos – processo para autonomia criativa do ator. O projeto tem  como ponto de partida o experimento cênico “Abatedouro”  por meio do qual levantamos conceitos que serão aprofundados ao longo dessa pesquisa.

        

IMPRESSOS

 

A morte pela rotina

A potência da máquina

A Fragilidade humana

Take it da minha cara

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

 

 

 

Briga pela dominação

A corda caiu

A Gravata é a corda

Ele é seu escravo agora

Ele é o seu bichinho

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

 

 

 

Continuação da alienação

A falta da identidade

Anulação

Pela Rua

Na sarjeta

Medo

Desafio

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

 

 

 

Reação

Compre-me

Estou a venda

Pegue meu telefone

 

ELIANE ANDRADE

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

 

 

 

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

     

Pavimento = Estrada = Bifurcações

 

 

Dionisíaco x Apolíneo. Corpo Real x Corpo Social. Interpretação x Não Interpretação. Apresentação x Acontecimento. Palco x Rua. Espectador x Experimentador. Ator x Performer. Verbo x Imagem. Estudo x Pesquisa. Corpo Natural x Corpo Cultural.

 

Pavimento = Estrada = Bifurcações

 

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

Desemformance (Espaço Teatro Parabelo)

12

de

maio

Sobre o lugar que desejo

Sobre o lugar que desejo

 

 

Lugar buscado.

Lugar desejado ,

Lugar que buscamos ser alcançado.

 

Nosso Parabelo, nosso espaço. Aqui fazemos nossa sorte, que ninguém pode fazer por nós,  a não ser nós mesmos.

Eliane Andrade

Eliane Andrade

 

 

Em quatro anos de Teatro Parabelo , essa é a segunda vez em que somos contemplados pelo VAI (Programa para Valorização as Iniciativas Culturais).  Conquistas como essas são motivadoras! É como se um filme passasse rapidamente, e visse o que planejávamos anos ou meses antes, e hoje vejo que  realidade chegou , não por mágica, mas por escolhas que fizemos -somos um grupo de Pirituba, temos um espaço onde podemos trocar idéias, dialogar com outras realidades, outros coletivos, outras pessoas e não no sentido de sermos catequisadores, mas sim de trocarmos e discutirmos inquietações artísticas. Nosso lugar desejado. E  com o apoio do VAI, vejo que cada vez mais estou perto de ver o lugar que desejo: ver todos os que tem vontade de dizer algo, os lugares públicos sendo ocupados por gente tem desejo de compartilhar a história de seu lugar e transformá-la em arte ou vê-la por meio da arte. Ver todas nossas dimensões humanas sendo trabalhadas: nossos pensamentos, nossas crenças, sentimentos, e sensações.

 

Estou ansiosa por criar,por conhecer novos rostos, por trocar vivências com a  comunidade do Jardim Nardini, de conhecer sua história, e tê-la eternizada não só em memória, mas em forma de arte e expressão.

 

É isso que espero deste projeto, que nos apropriemos de nosso lugar. E cheguemos mais perto do lugar que desejamos.

 

 Eliane Andrade.

 

Ps: Em breve mais informações sobre Realejo - O Lugar Que desejo, o novo projeto de montagem do Teatro Parabelo.

 

 

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