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"A publicação do Manifesto do Chegança tem a intenção de abrir os olhos e as mentes dos participantes do Movimento de Teatro de Grupos de São Paulo assim como do Redemoinho para essas novas organizações que surgem reivindicando a cultura, em particular o Teatro, como um direito, mas ao invés de ficarem esperando de braços cruzados saem a luta para discutirem, produzirem e reivindicarem políticas públicas que contemple suas reivindicações. E diferentemente dos movimentos surgidos na cooperativa, esse está ligado a comunidades que não têm acesso ao bem simbólico e estão situados na "franja" da cidade. Isto é, sofrem todo tipo de excludência e de ausência do aparelho do Estado seja por parte do Município, do Estado e/ou da União. O fato de estarem ocupando um Céu, não quer dizer que têm uma vida cultural como todos os cidadão tem direito"
Reinaldo Maia
Fonte:http://r.maia.zip.net
O Teatro Parabelo, junto da Cia. Humbalada de Teatro e da Cia Teatral Identidade Oculta, forma a Rede CHEGANÇA:TEATRO DE NORTE A SUL, que busca, através do fortalecimento dos coletivos, fomentar a formação de platéias em nossas respectivas comunidades.
Acreditamos que a autonomia e a articulação entre os grupos possa promover e consolidar o alcance e a conquista de nossos objetivos comuns, entre eles: a ocupação efetiva de equipamentos e espaços públicos em nossas comunidades, a realização de festivais, mostras, palestras, debates, intervenções, trocas de processos, e principalmente, reivindicar políticas públicas eficazes que fomentem a produção de teatro não profissional em nossas comunidades.

E como acreditamos que a revolução se faz com ação, organizamos o primeiro CHEGANÇA DEBATE, aliás, primeiro de muitos. Para dar inicio as atividades da rede, queremos debater a pedra fundamental da mesma, a formação de platéias:.Como ela se dá na periferia? Quais seus contrastes em relação ao centro? Qual impacto projetos artisticos pedagógicos e leis de incentivo tem na formação de público e platéias?
A mesa contará com a presença dos coletivos de teatro Pombas Urbanas, Teatro popular União e olho vivo e a Cia do Feijão, também estarão presentes Luciana Schuinden (Teatro Vocacional) e Gil Marçal (Programa VAI).
E para aquecer, a mesa abrirá com a exibição do documéntário: O Que é Teatro? dirigido pelo Reinaldo Maia.
Vai perder essa? Esperamos vocês!
Serviço:
GALERIA OLIDO - SALA VITRINE
AV SÃO JOÃO , 473 CENTRO 17/08 DOMINGO APARTIR DAS 10:30

“Estamos chegando daqui e dalí. E de todo lugar que se tem pra partir. Trazendo na chegança foice velha, mulher nova e uma quadra de esperança!”
Faça parte você também!
A revolução se faz com ação!
Maiores informações:
checancateatro@yahoo.com.Br
www.chegança.blogspot.com
PS: Enquanto isso no mundo (Des) Montando Arrabal muitas coisas acontecem e estão por acontecer, acompanhe pelo: http://www.fotolog.com/teatroparabelo

criado por Teatro Parabelo
01:01:54
O Teatro Parabelo tem prazer em apresenta-los o nosso novo projeto: (Des) Montando Arrabal.
Em Março de 2008 o Teatro Parabelo teve o projeto (Des) Montando Arrabal aprovado pelo Programa de valorização de iniciativas culturais (VAI) da Secretária Municipal de Cultura.
(Des)Montando Arrabal é um projeto multidisciplinar de caráter artístico-pedagógico, e tem como perspectiva a desconstrução do espetáculo “Fando e Lis”, adaptação realizada pelo Teatro Parabelo do texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, traduzido por Wilson Coelho, através das seguintes ações:
•Exposição: “Sou Parabelo, Parabelo sobre a terra” composta por registros do histórico do Teatro Parabelo.
•Oficinas de desmontagem do espetáculo Fando e Lís: “De Arrabal a Boal: a poética do oprimido na reescrita da cena.”, “Obrofagia: a performance como recurso na construção da cena”, “Uma nova em mídia em cena: corpo, comunicação e Clown” e “Decadência e elegância: pesquisa e criação em figurino e maquiagem”
•Espetáculo: Apresentação do espetáculo “Fando e Lís” adaptação realizada pelo Teatro Parabelo do texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, traduzido por Wilson Coelho.
•Debate:“O que eu entendi do que o Parabelo disse?” abrirá, logo após a apresentação do espetáculo, espaço para o contato humano através do diálogo e da vivência artística.

O projeto (Des) Montando Arrabal irá circular pelos seguintes espaços da zona noreste de São Paulo: CEU Vila Atlântica, Casa Brasil, CEU Pera Marmelo, Tendal Da Lapa, CEU Paz, Biblioteca Mario Schemberg, CEU Perus e Casa de Cultura Salvador Ligabué.
(Des)Montando Arrabal terá duração de 8 meses (Maio a Dezembro de 2008) e tem orçamento de R$ 18.096,93.
Para acompanhar o desenvolvimento do projeto, e para descobrir se ele passará por algum lugar perto de você, acesse:
http://www.fotolog.com/teatroparabelo
Este post também é uma maneira de agradecer as pessoas que acreditam nesse trabalho, dedicando-se a ele de coração aberto: Adriana Rodrigues, Victor Hugo de Freitas, Dirceu Vendramini, Rodrigo Teles, CEU Vila Atlântica, Teatro Vocacional e especialmente para a Denise Rachel. Nosso muito obrigado!


criado por Teatro Parabelo
09:03:47

Revisitar. Eis um verbo que se fez presente nos últimos tempos nos ensaios do Teatro Parabelo.
A produção para a estréia do projeto (Des)Montando Arrabal nos levou de volta ao começo de tudo. Reviver o processo criativo de Fando e Lis e poder otimizar suas potencialidades de tantas outras maneiras foi prazeiroso e dividir essa experiência com terceiros têm sido revigorante. É incrível a sensação de repetir seus passos, refazer suas pegadas e chegar aonde você (queria) quer estar.

Mas olhar para frente também é preciso. E para (Des)montar Arrabal, estamos (Re) Montando o mesmo. Graças ao apoio do Programa Para Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, pudemos resgatar idéias que, antes, mostraram-se impo$$ivéi$ de serem executadas. Risos.
Porém, tantos prazos, regras, compromissos assumidos no último ano fez sobressaltar a autocracia na nossa postura enquanto grupo. E eis que a mesma surge com dedo em riste, em toda sua forma. Filha de nossas angústias, medos, ansiedades, bloqueios, cobranças, dessa vez ,resolvemos assumir a paternidade sem meas culpas.
Após encontrarmos a pedra fundamental de nossa autocracia, não anunciada, demos inicio a um trabalho de prevenção a mesma: depoimentos pessoais, redefinição de horários, redivisão de funções, reformulações de projetos, etc. tudo regado a muito refresco, biscoito de chocolate e gargalhadas - porque a gente caga regra, mas se diverte. Está instaurada a Terapia de Choque.
Tudo isso para que as influências desse mundão de bispa sônia, George Bush, Silvio Santos e cia. ilimitada exerçam a menor influência possivél sobre um trabalho feito com muito suor, neurônio, saliva, afeto e, para espanto de muitos, ( por enquanto ou ainda) sem fins lucrativos.

Em suma: na busca da autonomia encontramos a senhora autocracia. E por mais que ela traga vantagens efêmeras e supérfluas, cansa cobrar todo mundo sempre pelas mesmas coisas. Deixemos esse serviço para o SPC/Serasa.
O exercicio agora é exercer a autonomia (individual e coletiva) na (Re)construção de novas relações de parcerias com nosso infinito particular e com o universo ao nosso redor. É tempo de voltar a colaborar!

E para voltar a colaborar o Teatro Parabelo reafirma sua relação de parceria com os projetos Teatro e Dança Vocacional, com nosso diretor musical Victor Hugo de Freitas, com nosso dramaturgista honorário Jucenberg Nascimento, com nosso público cadeira cativa, produtor, preprador fisico, irmão e cobaia Dirceu Vendramini, na busca do diálogo com os mesmos, sem medo de dizer e/ou ouvir não.

E de volta ao básico, a idéia agora é tirar a Violla (Spolin) do saco, e reviver os dias de ladrão de foco (leia-se dias de jogo, de improvisação, e de muita fanfarronice), e no cardápio ainda temos Laban de entrada e Teatro Épico de sobremesa .
Eis o Homotéspis: o ator como lugar do advento teatral, nosso novo-velho projeto como prato principal. E como já diz uma filosofa baiana: alegria agora. agora e amanhã, alegria agora e depois e depois e depois de amanhã.

criado por Teatro Parabelo
22:16:42No último dia 26 de Abril aconteceu em São Paulo a Quarta Virada Cultural. Uma das novidades dessa edição foi à criação de um espaço palco destinado ao projeto Teatro Vocacional.

Montado na Ladeira da Memória no Vale do Anhangabaú, esse espaço proporcionou o encontro de grupos como Bolinho de Arroz, Cia Meses, Grupo Pandora, Cia Do Outro Eu, Cia de Teatro Faces Ocultas, que na sua maioria, assim como nós, surgiram através do projeto Teatro Vocacional, e aceitaram quebrar todas as paredes e aventurar-se pelas artérias do coração da metrópole paulistana.

Em 1872, na Ladeira da Memória transitavam, cavaleiros, tropas de burros, carros de boi. Mais de um século depois, na mesma ladeira, circulam motoristas, assalariados, estudantes, ambulantes e andarilhos, mas naquela noite de Abril, circularam Macabéas, Olímpicos, Graças, Arlindas, Rosinhas, Lampiões, Irmas, Menezes, Perus, Mendigos, Cachorros Loucos, Fandos e Lises – todos crônicas do cotidiano, narradores, personas, delatores do tempo que nos cabe viver nessa metrópole. Naquela noite de Abril realidade e fantasia se confundiram.

E do Palco da Ladeira da Memória, Fando e Lis voltam à sala de ensaio. Como se a borboleta retornasse ao casulo para voltar a ser lagarta, Fando e Lís refaz seu percurso para se re-inventar.
É um vôo de partida com data e hora de retorno marcada. Fando e Lís reestréia no dia 05/07/2008 às 16 horas no CEU Vila Atlântica quando damos inicio a circulação do projeto (Des)Montando Arrabal aprovado pelo Programa para Valorização de Iniciativas Culturais - VAI. Quem sentir, Verá!
Quer Saber mais sobre o (Des) Montando Arrabal? Acesse:http://www.fotolog.com/teatroparabelo

criado por Teatro Parabelo
19:34:24
"Dizem os psicólogos que aos três anos de idade, a criança começa a andar, falar e assimilar o mundo, o Teatro Parabelo chega a esse momento" Thalita Duarte

No próximo sábado (19) o Teatro Parabelo comemora seus três anos de resistência.
"Foi no Teatro Parabelo, nesses três anos, que deixei de ser criança e passei a ser adulto" Denilson vendramini
Não foi por acaso, que Denilson Vendramini deu vida ao protagonista de nossa primeira montagem "Chico Tristeza". A peça contava a estória de um menino contra a seca, em busca de um pai pelo sertão.

"Chico nos fez pensar sobre o que é necessário para o teatro de grupo existir: resistir a desmoronamentos e a tempestades. Chico é um filho que tem os genes de cada um que o criou em 2005" Eliane Andrade.
E depois do primeiro parto, chegou a hora de aprendermos que existia um outro parto: o de partir, portanto, se ser Parabelo é sentir o outro como parte de si mesmo, foi necessário conviver com a amputação.
"Antes quando existia o longe, respeito, apoio, solidariedade e vibração. De perto ao longo de um ano três meses, exercicios, preparação, seriedade, experimentos, um sonho" Rodrigo Teles

http://br.youtube.com/watch?v=Pxg9YfayoV4
Até que chegou o tempo de colocar em prática a teoria. Transformando a rua em sala de ensaio, e transeuntes em parceiros de cena, realizamos as !ntervenções desde julho de 2007, interagindo com infinitos particulares e o universo ao nosso redor. Saindo da zona de conforto ao encontro da beleza no ridiculo de nós mesmos.
"Sem o outro não chegamos a Tar" Eliane Andrade
Essa foi a lição aprendida com Fando e Lís em 2007. Em busca da maravilhosa cidade perdida, passamos por CEUS, Arthurs, Cacildas, Alfredos, Casas, Galerias e Tendais.

E se ainda não chegamos a Tar, chegamos pelo menos ao VAI! o Teatro Parabelo foi contemplado pelo programa de valorização as iniciativas culturais pelo projeto (Des) Montando Arrabal que deverá circular pela zona noroeste paulistana no segundo semestre de 2008.
E tem mais: esse mês demos inicio ao projeto 'Homotéspis: o ator como lugar do advento teatral" através do qual ganhará vida nossa terceira montagem: uma livre adaptação do "Homem do princípio ao fim" de Millôr Ferndandes, sob a orientação de Jonas Golfeto e Debóra Pena, dando continuidade a nossa parceria com o Teatro Vocacional e dando inicio a outra parceria, com o Dança Vocacional.
Muito já se resistiu, e muito está por se resistir, que esses três, virem seis, nove, doze... E que em todos eles nós possamos continuar contando com todos aqueles que acreditam ou não nesse sonho - ambos foram importantes para que ele se tornasse a nossa realidade.
Feliz Aniversário ao Teatro Parabelo!
Ps: visitem nosso canal no Youtube!

criado por Teatro Parabelo
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