Teatro Parabelo

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22

de

março

Vida nova, casa nova!

Novo blog:

http://www.teatroparabelo.blogspot.com/

Visitem!

1

de

fevereiro

Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos

 

Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos

 

Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos

 

 

 

E a minha utopia,

Plantada agora

Onde brotará?

 

 

Em Dezembro de 2009 realizamos quatro apresentações do espetáculo Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos no casarão Afonso Sardinha localizado no parque do Jaraguá.

 

  Nossa estadia no casarão fez com nos déssemos conta de que chegamos realmente ao lugar que desejávamos no processo criativo do espetáculo: estávamos em meio a natureza, em meio a história de nosso bairro, próximo aos índios, ouvindo os grilos, vendo os vagalumes brilhando em sintonia com a antena do pico do Jaraguá. O Teatro Parabelo esteve inserido na moradia de Afonso Sardinha, bandeirante que chegou ao lugar que desejava, ao mesmo tempo em que destruia o lugar de desejo dos índios, a Terra sem Males. Um lugar que foi. Um lugar desfeito.Um lugar que é. E o que é esse lugar? Para o Teatro Parabelo, foi um local perfeito para nos encontrarmos com o publico, e convidá-los a buscar a sua Terra sem Males; a percorrer junto a nós o itinerário que desafia os 5 sentidos: à devorar seus inimigos, medos, que convida a levar as mágoas “à terra que tudo traga”, a se desapegar, e a plantar suas utopias, que agora plantadas se espalharam ao quatro cantos dos ventos em forma de som, para que todos ouçam a voz dos sentidos do Pé de Utopias.

 

O espetáculo Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos também se espalhará aos quatro ventos, e convidará mais pessoas a buscar a sua Terra sem Males, ao ouvir o chamado fique atento!

 

 

Eliane Andrade 

 
 
 

 

 
 
 

 

6

de

dezembro

O lugar do encontro com o desejo

 

 Mais uma vez, é o desejo de reconhecimento,

“de outro lugar e de outra coisa”, que leva a

experiência da história além da hipótese instrumental.

(Homi K. BhaBha, 1998)

 

As experiências do Teatro Parabelo nunca pretendem dar respostas, fechar portas, silenciar vozes e muito menos ordenar o coro dos contentes, depois de Fando e Lis peça que sempre esteve aberta, pensei que seria impossível radicalizar o projeto do grupo, eis que surge o que podemos chamar de anti-projeto Somos os que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos, que não visa se pautar pela narrativa  de começo , meio e fim ou processo e produto. Dessa vez afronta dos cangaceiros foi maior e o calibre foi mais pesado, não buscavam O FIM irmão do poder e noivo casto da instituição, mas, talvez- O MEIO filho bastardo da história e primo pobre e subnutrido do capital.

 

 

Foi com esse desproposito que começaram a pisada forte pela caatinga cotidiana, deram inicio a essa fase de saqueios em 23 de maio quando fui convidado a discutir o que é comunidade, em meio ao forró de idéias transformamos a geografia em anatomia e queimamos os mapas mentais- esses também irmãos consangüíneos do poder, não criamos consenso e nem agenda para um novo século, as vozes ao mesmo tempo que se entrecruzavam faziam  com que a rítmica de nosso baião se tornasse mais rica,  e mais uma vez para de cada ponto de interrogação discutidos dez sementes ,ou mais , de dúvidas eram jogadas.

 

Foi na intervenção que a trupe fez no Bar do Santista, zona autônoma temporária do sarau Elo da Corrente, que pude ver pela primeira vez materializada, de alguma forma, o espírito que norteou o trabalho, Eliane nos oferecendo o seu corpo para expressar o nosso desejo, escrevendo e desenhando rotas próprias, que mesmo seguindo caminhos diferentes convergiam no corpo/mapa da musa, o sentido de mapa aqui já transfigurado em libido e possibilidade, cantos indígenas juntamente com parafernália high-tech auxiliavam no desterro surrealista desses mestres da arma/corpo e assim caminhávamos seguindo os passos da rainha Utopia. 

 

 Por Douglas Alves

 

 

 

 

 

Temporada de estréia

12,13, 19 e 20/12  às  20:00

Casarão do Afonso Sardinha no Pico do Jaraguá

12 lugares (lotação esgotada)

 

 

 

Arquivado em: Em cena. I Comments Off

19

de

novembro

Contra o Corte no Orçamento da Cultura em 2010

Companheiros,

Hoje dia 19 de novembro de 2009, representantes de movimentos de teatro e dança de São Paulo fomos para a Audiência pública do orçamento da cultura e quando chegamos nos informaram que a Cultura não estava na pauta do dia porque o Secretario não poderia estar presente e ele disse que faz questão de discutir o assunto.

Nisso formamos duas comissões e passamos pelos gabinetes da maioria dos vereadores explicando a questão dos cortes na área da Cultura e solicitando a presença na plenária que acontecerá na próxima segunda.

Hoje tínhamos somente 3 vereadores pra discutir as pautas da plenária, muito tempo depois chegou o vereador Donato-PT que solicitou os valores apresentados pelo Secretario de Cultura pra comparar com os cortes feitos pela Secretaria de Planejamento, mas eles disseram que não podiam disponibilizar.

Pegamos a proposta orçamentária para a Cultura em 2010 que será apresentada na próxima segunda-feira e ficamos perplexos, pra se ter uma idéia irão cortar 100% da verba de 53 órgãos ligados à cultura, incluindo todas as Casas de Cultura.

Vai ser apresentada a Proposta de Corte em:

- 21,51% na Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, totalizando um valor de 8 milhões, sendo que ligamos na Secretaria de Cultura e nos informaram que eles apresentaram à Secretaria de Planejamento o valor de 11 milhões, seiscentos e cinqüenta mil.

- 31,29% no VAI

- 100% na Mostra de teatro de Rua de São Paulo.

- E para o Fomento a Dança apresentarão um valor de apenas 3 milhões.

Aguardamos todos na Plenária de segunda-feira:

É de extrema importante!!!

Repassem a todos os seus contatos.

Próxima segunda-feira audiência pública na Câmara Municipal de SP que vai votar o orçamento destinado para a cultura em 2010.

Data: 23 de novembro – Segunda-feira

Tema: SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
Horário: 09h00 às 14h00
Local: Câmara Municipal de São Paulo

Sala Tiradentes - 8º andar

15

de

outubro

Ultrassom

Pelos nossos mecanismos de ultrassom (risos): Canal do Youtube, comunidade no Orkut, e blog do Teatro Parabelo, e mesmo ao vivo e à cores, nas mostras de processo, pode-se ter uma idéia de a quantas andam o processo criativo de “Somos o que fomos desfeitos no que éramos, sem jamais chegar a ser o que quiséramos”,com estréia prevista para Dezembro de 2009. Duas performances foram criadas: “Saloá: Desova das Mágoas” e “Jaraguá: Senhora das Utopias”, a última, apresentada recentemente em mais duas mostras de processo:

22 de Setembro no Sarau do Elo da Corrente - onde tivemos uma troca verdadeira, “Teatro Parabelo da Corrente”, título esse extraído do texto do Michel, no blog do Elo da Corrente, e que nos alegrou o coração, não só pelo momento de troca, mas pelas palavras que vieram a fortalecer ainda mais o elo entre os dois coletivos:

“Foi uma união entre Teatro Parabelodacorrente, assim mesmo, em que podemos conferir e construir parte do processo do projeto “Realejo, o lugar que desejo” que os irmãos do Teatro Parabelo nos presentearam no bar do Santista. A mostra tem como base uma performance que envolve um totem indigena, representado pela atriz Eliane, em que o lugar que desejamos era possivel ser escrito no seu corpo. Um momento de sabor diferente, em que quebramos barreiras de pudores e preconceitos, da experimentação da arte viva e mutavel, do respeito, da força e fragilidade das relações, enfim, um transbordar de sentimentos. Ao final aconteceu uma troca firmeza de conhecimento e alimento, que fortaleceu demais nossa caminhada.”

Palavras de um poeta que assim como nós, resiste fazendo arte na periferia de São Paulo. 

 

 

 

Senhora das Utopias" no Sarau Elo da Corrente

Performance "Jaraguá: Senhora das Utopias" no Sarau Elo da Corrente

26 de Setembro na Vilada Cultural: Vila Itororó- 80 anos – Resistência

O Teatro Parabelo esteve presente nesse evento, que foi mais do que uma simples comemoração: uma manifestação de resistência por parte dos moradores da Vila, que receberam um comunicado, e várias alternativas para desocuparem a vila, em prol de uma “revitalização”, a idéia é transformar a vila em um Centro Cultural, porém os moradores alegam não ser necessária a desocupação das casas uma vez que eles mesmos já organizam atividades culturais na vila regularmente.

A revitalização é apenas uma desculpa para expulsar os moradores, porque eles não têm condições de bancar novo imóvel. O governo oferece aos moradores “cartas-crédito” (uma com o nome irônico de “vale-coxinha”) mas se eles dependerem dessas cartas crédito, estarão literalmente na rua. E o Teatro Parabelo apoiando esse movimento de resistência dos moradores da Vila Itororó, apresentou a performance “Jaraguá: Senhora das Utopias”, onde os mesmos puderam deixar registradas suas utopias, sendo que alguns fizeram jus a manifestação e deixaram registrado o Lugar que desejam: AQUI (a Vila Itororó). 

Senhora das Utopias" na Vilada Cultural

Performance "Jaraguá: Senhora das Utopias" na Vilada Cultural

 

E por falar em utopias, o “Pé de Utopias”, instalação criada pelo Teatro Parabelo, estará na Exposição Vertigens Urbanas de 16/10 a 15/11 na Galeria Olido.

Esta exposição traz Coletivos das periferias da cidade de São Paulo, contemplados pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, em uma composição vertiginosa de suas obras no espaço da Galeria.

 

Na abertura da exposição realizaremos a performance “Jaraguá: Senhora das Utopias” – 16 de Outubro às 19h.

 

Venham conferir nosso ultrassom.

 

Eliane e Thalita

 

 

 
 
 
 
 

 

 
 

 
 
 
 
 
 

 

 

1

de

setembro

Parabelo: em busca da Terra sem Males

 Os guaranis saíram do Sul do Brasil, percorreram a costa litorânea brasileira em busca da Terra sem Males. Assim como nós Parabelos, eles buscavam um lugar melhor, uma Terra sem Males, parecida com a nossa Tar. Lá as pessoas não envelhecem, nem morrem e não há o sofrimento. Eu vejo a arte como meio para chegar lá. Ou mesmo para inventar esse lugar. Os guaranis a encontraram na região do Jaraguá. Foi uma Terra sem Males, por pouco tempo. Nós ainda estamos em busca. Estamos inventando esse lugar. Vejo o paradoxo que existe em nossa região, entre o natural e tecnológico. Tudo por conseqüência do homem branco, que logo tratou de dividir a Terra sem Males, vendê-la e povoá-la desenfreadamente. Expulsando,explorando, matando e deixando quase sem terra aqueles que aqui vieram primeiramente buscá-la, os índios. Que agora sobrevivem em terras doadas, protegidas pelas leis dos brancos, mendigando os frutos da terra. 

 

Placa na trilha do Pico do Jaraguá
Placa na trilha do Pico do Jaraguá

 

 

 

 

  Fico pensando: Quantos ritos foram quebrados? Quais eram esses ritos? Por quais ritos teremos que passar?

 Qual o inimigo a ser devorado? A estagnação? A dor? O sofrimento? A desigualdade? O preconceito? A ansiedade? A solidão? O ódio? A indiferença? A automação? A saída? O esquecimento?

   Estamos inventando um lugar a se chegar. Onde todos nós poderemos pensar: onde é minha Terra sem Males? O que eu terei que fazer para chegar lá? Até chegarmos a Revelação, ainda há uma trilha a ser desbravada.

 

 Enquanto isso, vemos a torre brilhar, no lugar dos vagalumes.

Antena do Pico do Jaraguá ao anoitecer

Antena do Pico do Jaraguá ao anoitecer

 

                                                       Eliane Andrade

 

29

de

julho

Mostra de Processo: Technalejo Primal 2.0

  

Ao longo do trajeto, os transeuntes curiosos comparavam com um fantasma. Na Comunidade  Cultural Quilombaque foi recebida como uma entidade alva e atemporal ao redor da qual o público circunscreveu-se  e silenciou-se. Um Totem.

 

Encarada como um objeto de desejo, foi despida de seu corpo cotidiano através das vestes ritualísticas das palavras mágicas escritas sob sua pele, o experienciador (espectador-participante) cobriu  a performer com suas utopias individuais transformadas em anseio coletivo por meio do rito entre o toque e o verbo.

No corpo a interface do primitivo e a  alta-tecnologia: a  tinta vermelha na pele embranquecida da performer e a câmera acoplada ao espectador participante deram vida a uma profusão de imagens sobrepostas, concretas e abstratas, rudimentares e virtuais, que ao som de percussões e sintetizadores, flertavam com outros corpos, reais e sociais.

 

Um transe que emergiu do espaço de respiro entre a obra e o espectador, entre  a música e a poesia. Uma viagem que partiu da tecnologia audiovisual pós-moderna para os balbuciar dos primórdios da linguagem humana.

 

 

Relato do Experienciador, por Dimas Reis:

 

24

de

julho

A Revolta dos Perus no Espaço Teatro Parabelo

Por Lucas Victorino - Grupo Pandora

 

Dia 19/07/09 o que era pra ser uma apresentação, virou algo muito maior, um diálogo entre grupos, exercitamos a simples tarefa de conversar, e existe uma dificuldade no diálogo mesmo estando todos no mesmo barco.

 

 

 Mantemos nesse dia a nossa capacidade de dialogar coletivamente, de conversar em grupo, mesmo que cada um tem o seu discurso, suas opiniões, porque não tem que ficar todo mundo com a mesma opinião, mas acredito que a conversa entre grupos não nos transformam em ilhas e nos mantém vivos.

 

 

Foi maravilhoso ver o que andam fazendo nossos vizinhos, mesmo não habituado com essa área, muitas coisas impressionam na liberdade das performances, a escolha detalhada/pessoal/significativa dos objetos; ir pro meio da rua, seja lá o que quem passou por ali naquele momento pensou, alguma coisa pensou; um ritual onde cada um de nós se manifesta imensamente com apenas uma simples palavra na roupa da atriz… performer… artista.

 

 

 Percebi a importância dos grupos se unirem, não importando a diferença de linguagem, idéias de intervenção e até mesmo a cidade em que estão…rs, e aproveitando a data em que estou escrevendo 20/07 fecho com a frase: Um pequeno passo para os artistas e um grande passo para a humanização.  

                                       

                                            

 

8

de

julho

Resumo da Ópera

Ensaios de Dramaturgia

por Denilson Vendramini e Diego Marques

Ensaio de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 21/06

Ensaio de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 21/06

Durante o mês de Junho o Teatro Parabelo parou para pensar sobre o lugar que deseja. Através dos jogos de escrita, percebemos que optamos pela via negativa ao escrevermos quase que predominantemente sobre o lugar que não desejamos estar, esse por sua vez, se assemelha bastante com os contornos caóticos que dão forma a metrópole paulistana.

Ao longo dos ensaios de dramaturgia, coordenados rotativamente por integrantes do grupo, contamos com a presença de usuários da Biblioteca Brito Broca, local em que os ensaios foram realizados.

A dramaturgia que emergiu desses encontros revelaram textos imagéticos, não lineares, fragmentados que nos apontam novas possibilidades para interagir com o verbo em cena, acrescentando novas influências ao nosso cesto de referências, dentre as quais vale a pena destacar o cineasta norte-americano David Lynch cujo linguagem converge com a próxima etapa do processo, momento em que vamos nos voltar ao entorno do Espaço Teatro Parabelo, lançando mão da linguagem audiovisual.

Ensaios de Interpretação

por Eliane Andrade

Ensaios de Dramaturgia  Biblioteca Brito Broca 20/06

Ensaios de Dramaturgia Biblioteca Brito Broca 20/06

Após os ensaios de dramaturgia, estudamos o conceito de mímeses corpórea desenvolvido pelo grupo LUME, que consiste na observação de pessoas , objetos, imagens e animais com o objetivo de recriá-los no trabalho de interpretação e criação de personagens.

Em contraponto ao “corpo subjétil” (corpo recriado pelos atores através das observações propostas pelo LUME) encontramos o “corpo real” utilizado no processo criativo de Pina Bausch, que consiste no corpo do artista exprimindo suas emoções e vivencias pessoais através de movimento, que não buscam a interpretação.

Chegamos ao consenso de que o “corpo real’ será mais interessante no nosso processo criativo, porque o mesmo se aproxima de nossa linha de pesquisa em corpo não interpretativo.

Na próxima fase do projeto ” O Lugar que encontro” serão criadas performances ou cenas performáticas, desenvolvidas junto aos moradores do entorno do Espaço Teatro Parabelo, procurando assim somar o Lugar que eles desejam ao nosso. Arte Viva!

20

de

junho

Teatro, Performance, intervenção, Revolução, Insurreição, Levante

    

O Que É Comunidade? Seminário

O Que É Comunidade? Seminário

 No último dia 23 demos início ao projeto ” Realejo- o lugar que desejo” partindo em busca do conceito de Comunidade, através da discussão gerada pelo seminário “ O que é Comunidade? ” mediado pelo Douglas Alves, tive meu castelinho de conceitos posto abaixo, uma vez que compreendi que na verdade a “Comunidade” não existe, é fruto da imaginação. Um conceito que foi criado, justificando algum tipo de identidade em comum entre as pessoas, mas que na verdade, não existe, e que é usado como ferramenta para a massificação, alienação e manipulação, dentro do sitema capitalista.

Os Sentidos da Utopia - Vdeo-Palestra

Os Sentidos da Utopia - Vídeo-Palestra

Através da Vídeo-Palestra “Os Sentidos da Utopia” com Iná Camargo Costa, refletimos sobre o fazer artístico como uma forma de propor mudanças na sociedade. Iná coloca a questão das crises financeiras, que estão se tornando cada vez mais frequentes e aponta as mesmas como possibilidade para mudança do sistema, uma vez que o consumo se tornou tão desenfreado, que os bancos emprestam dinheiro que ainda não existe, e devido a inadimplência acabam quebrando.

  No dia 24, promovemos um debate no CEU Vila Atlântica sobre a formação do nosso bairro, pra onde - sob o slogan ” Brasil o país do futuro”- muitos nordestinos migraram em busca da modernidade que prometia melhores condições de vida, e que aqui se tornaram apenas funcionários.

  Ainda no dia 24, a Denise mediou um debate sobre ” Zonas Autônomas Temporárias”. Trata-se de um conceito criado por Hakim Bey que denomina o ato criativo/lugar de subversão da realidade, onde é possível tornar a criação artística uma intervenção concreta no cotidiano.

  E para subverter a realidade, tranformar o nosso mundo em um lugar mais justo, no sentido em que possamos ter a liberdade de escolha, possamos exercitar a nossa criatividade, expor o nosso subjetivo e torná-lo objetivo, devemos criar a nossa T.A.Z. e fazer levantes contra isso tudo, não deixando que o cotidiano acabe engolindo também nossa esperança.

          

                                                                                                                                              Thalita.

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